8.10.07

Vídeos Wilton Matos

Gina me mandou vídeos que fez no último show de Wilton Matos no Dragão do mar. São cinco músicas e a qualidade, som, iluminação ficaram muito boas. Tô postando aqui os vídeos pra apreciação.


Música: Lagoa da Lua




Música: Brasileiro (Ninno Amorim)




Poema: Alan Mendonça





Música:




Música: Desejo

1.10.07

O som do MST

Ontem depois do show fomos visitar o Incra que tava assentado pelo pessoal do MST CE. Leozão tinha articulado com o pessoal da Unifor que tá dando um apoio lá e pediu que fossemos fazer um som com eles. Lá chegando já tinha uma viola, poucas percussões, uma caixa amplificada ligada nas cordas e num microfone.

De cara dancei um muidinho com uma cearense que rapidinho aprendeu e gostou. Massa. Agente foi tirar um som depois de algum tempo conhecendo o modelo de trabalho deles, ciceroneados por Raimundo. Muitas redes penduradas, muita gente, uma organização toda peculiar, toda organizada.

Na hora do som fizemos uma brincadeira e cada um cantou uma... as meninas ficaram envergonhadíssimas mas é assim mesmo. Vou destacar pro som da moçada do que pro nosso que pra eles era só pitoresco mesmo.

Eles cantam músicas longas, letras bem elaboradas e arranjos bem simples. As músicas são todas ligadas a reforma agrária e a luta do MST por direito à terra. Muito mais interessante eu ter visto eles cantando do que nós fazendo alguma graça. Espero realmente que dê certo pra eles.

Djembe na cabeça

Em lembrança ao djembê de rodrigo que toquei ontem... veneno puro.
Esse vídeo é de um figura na guiné considerdo mestre djembê.
Gosto dele pois além de despretencioso, ele consegue passeiar entre todos e brincar construindo ou descontruindo da forma que quizer.

Minina inxirida...

Ontem foi o último show de Wilton Matos (Minha Alma sem Fronteiras) no auditório do Dragão do Mar. Quem perdeu agora só no final do mês no TJA.

O dia começou ontem na casa de Rodrigo com a turma do cocos do norte, conversas, cachaça, churrasco, som e crianças. Me dividí todo pra participar das conversas e pajular Magnólia que tava toda feliz com a piscininha que de raza dava pra ela deitar e brincar a vontade. Juliana muito ninja ainda conseguio de última hora tapar dois buracos com cola maluca e um pedaço de boia rosa (acho que era um dinossauro).

Saindo de lá ela foi dormindo no braço até o Dragão e só lá ficou no coxilo mas não durmo. Na passagem de som maior bagunça... pegou instrumentos, tocou junto, já tava ensaiando pra estrear na noite. Entre passagem e show pausa para o leitinho e o reforço de que enquanto o pai tivesse tocando ela ia ficar com tia Camila, que segurou maior ponta (valeeeeeeeu tia Camila). No meio do show Dó chegou e apaziguou.

Com tantos pedidos dela pra subir no palco, na hora do biz deixei ela subir e a bagunça foi grande. Todo mundo achou uma graça, ela ficou peruando, querendo tocar triangulo, depois caxixí e depois no colo tocar atabaque. rsrsrsrs

Amanhã pego foto com Dó que ela tirou algumas... melhor pois se for depender de Wilton, eu não recebo NUNCA essas fotos !!! (pow russo).

UPDATE... chegaram agora as de Gina Emanuella.

O grupo (quase todo) O grupo todo... faltando Wlailton que tá atraz de wilton na foto e Luciana que não pode nessa última.


Com poeta Alan Mendonça Com poeta Alan Mendonça.


A estreia precoce E estreia precoce...

Oficina do Tambor de Criola

Dia 21.09 teve oficina de tambor criola também. Não tinha postado nada pois a farra da noite desse mesmo dia tomou conta dos pensamentos e das lembranças do dia. Hoje Juliana me mandou uma foto da oficina, ela tava aqui participando do congresso e inclusive defendeu um trabalho durante a programação.

A oficina foi cedinho da manhã, tive que fazer maior auê pra poder ir, e o cheiro de fumaça no corpo quase me entregou no final das contas. A fogueira resenhou demais no dragão, tiveram que pedir autorização de meio mundo de gente pra agente queimar umas maderinhas velhas em cima da areia lá no cantinho, e até extintor de sobre aviso teve. heeheheh

Fizemos alguns ritmos e as meninas mostraram como se dança. Todo mundo caiu na brincadeira, trocou saia, foi bacana. Pra evitar de falar muito, posto a foto aí embaixo da parelha em ação.

Oficina do Tambor no Congresso de Folclore

26.9.07

Ensaio de tambor aberto toda terça

Pra quem não se tocou... terça feira tá virando o dia perfeito de fazer tambor.

Tamborzinho light, sem cachaça (apesar de Fabim ter reclamado ontem), com fumaça, fogueira, e o resto igual. A oficina tá começando pelas oito horas e indo até umas dez. Marcelo faz toda a introdução, explica história e contextualiza. Foi acrescentado material didático e alguns levam até pra casa. Primeiro toque de tambor tem atabques e congas juntos, pra poder ser praticado por mais pessoas, fica bacana apesar de muito tambor dar um ar mais mecânico ao ritmo, mesmo assim é bacana poder praticar com tantos ao mesmo tempo.

Parando pra quentá a parelha na segunda vez, as meninas tem ficado trabalhando na dança, devagarzinho, ensinando outras, passo a passo mesmo. Quando o tambor volta fica só ele e as meninas, pra fazer a brincadeira como deve ser. O toque ontem foi consistente, foi bom mesmo pra um ensaio... as meninas também deram duro e ficaram na roda até o final, teve corpo mole não e eu acho fundamental pra poder pegar cancha (palavra cearense preferida do meu chefe aqui no instituto, rs).

Toda terça tem... é ensaio aberto... e o tambor tá ficando cada vez mais aberto pra participações... isso foi dito no final em roda e é fundamental pra que vire brincadeira de fato. Cês tão convidado ein moçada... se cheguem que a brincadeira tá começando toda terça do zero, sabendo ou não tocar.

25.9.07

Nordeste global e cabaçal

Sábado teve miudinho pessoal...
ein ?! Só cearense aqui ?!
Miudinho é o forrozinho que nóis dança lá em recife.
É diferente do dois pra cá e pra lá de véio que a turma dança aqui.
é massa demais...

Fulô da Aurora fez brincadeira pra alguns do congresso e pra sí próprio no sábado agora, naquele barzinho que é quase em frente ao Alpendre, o cheio de espelhos. Minha amiga de recife tava aqui... dançamos a noite toda... miudinho é bom e é com ela mesmo.

Também falta fotos - e palavrás de praxe... o Paraíba ficou de mandar fotos pra a Pernambucana que ia me mandar aqui em forteza... eita nordeste global todo !!! Assim que tiver ponho.

24.9.07

Tambor de Criola mais pancada de todos os tempos

Sexta feira deu o que falar na cidade...
eu mesmo tenho falado um bocado, rsr
tô ainda sequelado de lá pra cá.

Congresso de folclore terminou sábado. Sexta feira Valéria tinha marcado com uma turma do jongo de fazer um som lá na Vatá. A moçada é jóia demais, tirou o jongo de forma responsável demais. Vou postar mais adiante. Quero teclar sobre o tambor de criola.

A preparação começou na sexta de manhazinha, oficina de tambor no dragão fomos um grupo pra lá participar da oficina teórica sobre tambor de criola duma maranhense (no meio de tantos links não gravei o nome dela). A fogueira foi comédia pura pois além da novela de comunicadores e celulares, foi feita no aperreio e com um extintor de prontidão do lado.

A oficina foi bacana, as meninas tavam curiosas demais pra ver a brincadeira. Serviu pra mostrar um pouco e principalmente levantar a bola do que ia ser mais tarde.

Saímos cedo um grupinho da praça verde e coletamos madeira ainda no dragão. Outras comunicações até o relaxamento de entenderem que "não haveria uma fogueira no dragão".. rsrss. Acendí fogueira na Vatá, duas madeiras fortes de base seguram brasa a noite toda. Tambores foram bem afinados dessa vez. Deu pra perceber que um bom tempo no calor é um bom tempo tocando.

Nesse esquenta, a moçada chegou inteira de cortejo com o povo de Espírito Santo. Vieram na congada, com uns atabaques / tantans pequenos, gordinhos, bem bacana. A moçada bate na segurança lá... num explode não. O jongo foi todo assim também. Dai depois que brecaram agente levou tambor pra dentro.

Pois é... pra explicar o tambor como foi falaria muito, explicaria muito, mesmo assim seria difícil entender. A sem vergonhisse das coreiras... TODAS, mesmo as que entraram de leve. Explicar como interagiram, como brincavam com a outra... cada entrada um cenário e enrredo diferente. Brinquei com todas e todo mundo brincou a noite toda.

O tambor pegou tão bem que só parou duas vezes pra esquentar. Teve um momento que tocamos ineterruptamente por 40 minutos.. tem noção não moçada. A pancada foi de mermo. Nos entremeios o jongo lindo que só, batido lento, sem pressa, brincado na manha... parece uma angola mesmo... bem que o jongo é banto né ?!

Ben Hur TEM que se pronunciar pra eu por umas fotos aqui.
Ele não pode fazer isso conosco.

18.7.07

Tô quase sobralense... (queria eu)

Ontem o brother falou que tava bunita minha animação com o Cocos do Norte. Também o fim de semana foi muito massa daí ainda tô sobre o efeito entorpecente de Sobral.

Chegamos lá um pouco depois da hora do almoço. A saída do Sesc foi bacana, quase no horário, cheia de gente. Viajamos com o pessoal do Brincantes e o grupo de choro do Sesc, aquele que anima a turma nas sextas feiras alí no entorno da quadra... veneno puro. No caminho muita conversa boa, alguns batuques e a paisagem chocante desse cearazão. A hospedagem era num tipo de pousada da igreja onde ficavam grupos musicais, padres, bombeiros, etc. Muito simpática, bacaninha, sem ostentação... bom mesmo.

O calor intenso parece que atrapalha em algumas coisas... ou tô eu só arrumando desculpa pra alguém ter ligado errado o som do evento e queimar um monte de PAs e retornos. Com isso atrazamos a passagem marcada pras cinco pra "em cima da hora do show". Acontece, por mais que tentamos não deixar acontecer.

O choro se apresentou primeiro, "congraulando a sociedade sobralense.. rsrsrs. Muito bacana os coroas... e tocam muito. Saquei um lance bacana deles antes de sairmos pro show, no quarto onde eles estavam, ficaram tocando / ensaiando / passando o tempo (tudo a mesma coisa pra músico) e executaram umas peças próprias como "O Balanço da Rede". O interessante é que eles tocam tudo em silêncio, cada um na sua, e de vez em quando solta alguma pra o outro no momento mais fuleragem possível que é no meio de uma virada, duma ponte ou quando o cara tá pra lá de concentrado. Eles testam um ao outro na atenção nessas horas, pra ver se o cara não erra e ainda consegue responder a pergunta. É muito sutíl e engraçado como o coletivo encara essa fuleragemzinha.

Depois do choro o Cordão do Caroá se apresentou na frente do palco, trouxe maior galera pra ver de perto. Fizeram entre os números o de uma velha dando xilique no chão... ela e o mateus vivem um romance. Tinha o Jaraguá também... que é ô bixo fêi. Dai rolou aquele número sensacional da morte, onde um mira o outro e mata, sangra até o fim, corta todo, depois ressusita, pra morrer na mão de quem o matou. Putz... esse número é pancada demais. Primeira vez que ví tava com Magnólia dormindo no braço, endoidei!! Destaque pra Paulo que matou a pretinha mais linda do grupo como ninguém.

Na nossa vez, o embasso de passar som e a galera se disperssando. Esse é o foda da estória. Se tivesse rolado passagem bacana mesmo, assim que acabasse o cordão entrava agente de cima, daí a moçada pirava. Foda.

Mas o show foi muito massa também. Marta Aurélia começou a cantar com agente e deu um reforço bacana na voz. Fizemos o número todo de cima, numa lapada só. As meninas que tavam lá (Melina era uma delas) dançaram muito e curtiram bastante. Depois fomos passear pela cidade com anfitriões massa mesmo, pra terminar a noite na Casa das Velas curtindo as amizades. Tem umas que não esqueço tão cedo.

13.7.07

De vez em quando tem essas coisas, batuquei hoje a jovita toda até em casa num tambor de garrafão d'água vazio - e era mesmo. Toquei uns cocos corridos, sambinha e baião sambado, na invenção. Pensei se não seria suficiente pra voltar a postar aqui, tosco como deveria ser o contrário, pois tem tido batucadas boas como a do ensaio de ontem - e hoje tem cedinho.

Cocos do Norte ensaiando pra Sobral, com um parzinho de conga, boa captação pros graves do jorjão e amizades em torno. Acho que pegamos "a pegada" das mais interessantes ontem.

O coco de duas congas brinca um pouco como a punga do tambor de criola, de fato... a conga grave desce, até por que o coco tem sua punga também, que dirá umbigada. É o elemento 'chão' do batuque, da brincadeira, é quando agente desce lá em baixo já sabendo como vai ser pra subir de novo. A punga é quem dá a verdadeira malemolência pro corpo... e externamos sempre nos detalhes, nas feições, nos papéis e interações. Sem ela, o corrido (que não necessariamente é pelo tempo) vira êxtase físico que vem da repetição e doses de endorfina (cada um curte o que bem entende! ;)

Por isso o papel fundamental do grave, do rufador, onça, tambor grande, rum, ian, dumbek e sei lá outros é mais pancada no que diz respeito a frase que o tocador faz. Ressaltando que 'pancada' aqui em fortaleza tá ligado a responsabilidade do que a lapada (pe) de fato. A frase involve a punga mas não é necessariamente ela ou a tem como ponto início ou fim. Perceba nos batuques de terreiros mais antigos e brincadeiras de descendência os mais antigos tem a preferência para os graves... eles já consolidaram os seus fraseados e passaram do ponto de diminuir as ansiedades.

As congas do coco brincam com o ar também. Importante trabalhar com o movimento de braço de uma pela pra a outra... medir esse tempo e daí poder atrazar ou adiantar. Essa é minha dica pro processo. Segunda fase do jogo é poder se desvincular um pouco da mão esquerda do grave (preferência minha). Olhe que geralmente é mesmo a mão direita quem bate no grave a punga, estamos viciados na direita (até como destros quem somos). Essa prática de dar foco como liberdade pra esquerda significa também agregar conceitos rítmicos que até então podemos não ter nem concebidos. A desvinculação da mão esquerda mesmo toncando uma única pele, já faz é como se agregasse novas possibilidades de fraseado.

Punga bem batida significa uma coisa, entre todas, que a é mais importante. Coreiras enturmadas com o batuque. É pra isso que vivemos, nós batuqueiros, esse é nosso combustível. Voltando ao coco, a punga dele não trabalha tanto na interação com quem dança como no tambor de criola, ele é mais solto, permite o uso do ritmo pra brincar sozinho ou acompanhado ignorando o tocador (isso feio né?). A quebrada dele pode ser dada começando e voltando pro grave. Sua frase é feito ouví dizer que é o blus, começa e termina em mi (acho,rs).

Meto outro conceito agora pra assimilarmos no coco e em ritmos de botar gente pra dançar... que é o preenchimento de mão. O preenchimento de mão deixa o ritmo mais consistente, ideal pra batuques com poucos couros, e ainda o deixa sim mais dinâmico. Ele se usa mesmo da ansiedade. Por dobrar a quantidade de batidas aumentamos o tamanho do fraseado e por isso a sua copmlexidade de possibilidades. A mazurka faz isso muito bem. Aliás, mazurka é jazz puro !!!

Mas aí já é coco de um couro só e depois posso falar dele.




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22.5.07

Bebê djembê

Essa semana ouví Fabiano falar umas cinco vezes do bebê do djembê no youtube. Eu já tinha colocado o vídeo do bebê congueiro que pra mim é totalmente pancada. De qualquer forma o djembeiro também é show.

nova recurso (ainda não tá funcionando... calma aí...)

Mais um update em cima da hora... conseguí finalmente com a ajuda do Noronha, da Blogosfera, e de ainda alguns blogs em italiano e inglês, finalmente modificar o código de postagem para que eu consiga quebrar o texto do post em dois. Clica aí nesse "Leia mais..." pra tú ver como funciona...

Tá vendo ?! agora clicando no "Leia mais..." o post completo aparece... o objetivo é deixar a página principal mais leve, pois tendo posts iteiros lá fica complicado ir descendo até encontrar o que procura ou interessa. Maça moçada, é assim mesmo... tô virando utilidade pública e quem diria, cada vez mais pensando em vocês.

Abraços.